11 de dezembro de 2010

Foo Figthers - Foo Fighters

Na estreia absoluta do "Eu tirava-lhe uma!", a escolha não podia ser mais pessoal: nada mais, nada menos do que o meu primeiro disco compacto!
Decorria o Verão de 2005, se não me engano, e eu, na plenitude dos meus 16 anos e ainda a ressacar da morte de Kurt Cobain, vi um videoclip com o Dave Grohl aos saltos perante uma espécie de parede de fogo onde pairava um suposto bicho malévolo. Foi impulsivo, tinha de ter. E tive. E ouvi "em repeat" durante 3 meses, que a família era pobre e não se podia dar ao luxo de comprar os dispendiosos CD. Outros tempos...
Foi este o cenário que criei para a minha primeira nomeação e é no meio deste marco adolescente que vou ter de seleccioná-la. A escolha, já de si difícil pelos motivos pessoais que adiantei, é ainda mais intricada por um álbum muito equilibrado, composto por uma mistura de belíssimas canções rock, onde uma ligeira distorção no som da guitarra rítmica lhe dá um cunho característico ao longo de toda a audição.
Por tudo isso, é com grande pesar que anuncio: eu tirava-lhe "For all the cows". Aquela onda calma da música não me parece bem atingida e o seu contraste com a agressividade das guitarras no refrão soa a forçado. Parece uma canção partida em duas em que nenhuma das partes me convence plenamente. Fica apenas no plano do razoável e isso, comparando com o resto do álbum, não chega. Mas não faz mal... As restantes 11 canções eram excelentes e marcaram a chegada dum grande grupo musical no qual, daqui a uns tempos, farei nova incursão crítica!
Próximo freguês...

10 de dezembro de 2010

A Origem

Antes de dar início ao blog propriamente dito, achei por bem fazer uma declaração pública, sem direito de resposta, a todos os eventuais leitores que possam querer mitigar o seu excesso de tempo com uma breve visita a esta página.
O seu conceito nasceu, num belo dia outonal, duma simples expressão masculina, mas posta ad contrarium: "Eu tirava-lhe uma!" Homens e mulheres, por esta altura todos entenderam bem qual terá sido a expressão original e, àqueles que a não alcançaram, sugiro uma leitura atenta à poesia de andaime em que assentava a nossa construção civil quando a betonagem era feita por tugas, ou, em alternativa, uma observação à reacção de um grupo de homens burgessos quando um belo contorno feminino lhes passa mais perto. Adiante!
Num belo dia outonal, dizia eu, andava distraído a ouvir um das minhas centenas de álbuns de música quando, no meio daquele agradável som, me surgiu algo de horripilante: uma canção sem dó (nem piedade ou outras notas musicais), dilacerou-me os ouvidos a pontos de desejar que acabasse depressa. E acabou. Ai, "next track" se não acabou!
Daí até aqui, foi uma questão de surgir a oportunidade de exprimir e partilhar o meu gosto musical (certamente tão criticável quanto o vosso) e, sobretudo, de fermentar a ideia num lindo bolo de iogurte, daqueles mesmo feitos pela nossa avó, para que todos possam provar a sua fatia.
Pois então, que vos aprouve esta prosa que vos deixo...