Decidi pôr uma parada alta e peguei no melhor álbum de 2012 que ouvi. Desnecessariamente digo, até hoje.
Consistente, com uns laivos aqui e ali de Nirvana, Radiohead ou Sonic Youth a colorir o rock indie feito de letras curtas e mensagens directas, onde quase todos os títulos acentuam a resignação de não ser algo em vez do desejo de ser algo mais. É quase como se pretendessem ser o número zero, quando o próprio ainda nem existia na imaginação dos matemáticos árabes...
Felizmente, "No future/no past", "Wasted days", "Stay useless", entre outros, são grandes temas rock que nos enchem os ouvidos com guitarras cheias, ritmos acelerados e refrões óptimos para se gritar em casa ou no carro, pois não imagino que consigamos vê-los em concerto nesta ponta esquecida da Europa durante os tempos mais próximos.
Contudo, o conceito deste blogue é mandar fora o pior tema do álbum e os Cloud Nothings também o têm. "Fall in" é o título e, a contrastar com tudo o resto, destaca-se pelas vozes quase juvenis do refrão que se tornam irritantes em menos de nada. Música comercial para agradar às playlists das rádios FM norte-americanas ou um regurgitar teenager do vocalista de 19 anos Dylan Baldi? Oiçam, que eu deixo ao vosso critério.
E, já agora, aproveitem e oiçam também o resto. Não se arrependerão...